A cientista que elevou o nano a gigante

Elvira Fortunato é uma das mulheres mais influentes de Portugal. Em conjunto com a sua equipa da FCT da Universidade Nova de Lisboa, foi pioneira mundial no desenvolvimento da chamada electrónica transparente. Entre as suas muitas patentes está o transístor de papel, reconhecido internacionalmente.

Elvira Fortunato, 54 anos, “a CR7 da ciência”, está neste momento a explorar duas aplicações que deve­rão chegar ao mercado brevemen­te: embalagens inteligentes com integração de electrónica associa­da a vários tipos de sensores e tes­tes de diagnóstico rápido em papel para controlo de biomarcadores; e outra que trará mais segurança aos documentos, através das incor­poração de sistemas codificados electrónicos embebidos em papel, totalmente transparentes.

Primeiro que tudo, um preâm­bulo. O que a fez optar por en­genharia física e dos materiais? Uma área tradicionalmente mais dominada por homens, sobretudo na década de 80.
Na altura, quando terminei o 12.º ano, a Faculdade de Ciên­cias e Tecnologia (FCT) da Uni­versidade Nova de Lisboa tinha acabado de se instalar no Monte da Caparica. Além disso, tinha vários cursos novos, em par­ticular na área da engenharia. Daí ter optado por esta uni­versidade faculdade/universi­dade para prosseguir os meus estudos, pois sempre tive — e tenho — muito orgulho em ser almadense. Relativamente ao facto de a área da física ter uma maior tendência para homens, este curso novo, de engenharia física e dos materiais, era dife­rente e, como tal, atraiu tam­bém mulheres. Não me recordo exactamente dos números, mas o curso tinha cerca de 50% de homens e mulheres. Já aí havia mulheres, e muitas, a pensar diferente e a ver as coisas de forma também diferente.

Leia a entrevista na íntegra na edição n.º 13 do DIA15

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