«A hierarquia está tão diluída que não se encontram culpados»

Há uma inércia gritante na reforma do Estado, representando um retrocesso para o funcionamento da administração pública. Os trabalhadores queixam-se da alteração das regras do jogo pelos sucessivos governos. Exaustos, estão cada vez menos disponíveis para cumprirem o seu desígnio: o serviço público. Estamos perante um binómio negativo.

A ausência de pers­pectivas de carreira, o congelamento de progressões por mé­rito, a falta de renovação dos quadros são apenas alguns dos aspectos criticados e que leva­ram muitos à saída precoce da administração pública.

Por outro lado, sendo Portugal um dos Estados mais centrali­zados da Europa Ocidental, há uma clara sensação de distân­cia em relação à administração central. Uma administração mais próxima dos cidadãos, que valoriza a cidadania e pres­ta conta das suas actividades, ajudaria a combater este sen­timento. As conclusões são ex­traídas do ensaio “Adminis­tração pública portuguesa”, da autoria do académico António Tavares, da UMinho.

Para contrapor posições, en­trevistámos João Abraão, diri­gente da Federação de Sindica­tos da Administração Pública (FESAP), afecta à UGT. Resul­tou em conformidade. Segundo o sindicalista, os funcionários públicos estão à beira do “bur­nout”, sentem-se desvaloriza­dos, o que, inevitavelmente, dá azo ao laxismo. Sofre o utente, sofre o prestador de serviços. Urge repensar o funcionamento da máquina administrativa, para bem de todos.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição n.º14 do DIA15

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