«Alguns sectores querem alterar o conceito de PME»

Segundo as regras europeias, para uma empresa passar de média a grande bastam 250 trabalhadores e, com isso, diminuem os apoios concedidos à dinamização do negócio. Os sectores de mão-de-obra intensiva são os mais afectados. Nuno Mangas, presidente do IAPMEI, explica ao DIA15 o que está em cima da mesa da Comissão Europeia.

Há empresários que não que­rem fazer crescer as suas empre­sas acima dos 250 trabalhadores porque perdem apoios ao torna­rem-se grandes…

Tem a ver com o conceito de pe­quena e média empresa. O IAP­MEI faz a certificação PME que resulta de uma orientação euro­peia, segundo a qual uma empre­sa que tem mais de 250 trabalha­dores deixa de ser considerada PME, independentemente de ter uma facturação muito elevada ou não. Este é um problema para todos os sectores que têm ne­cessidade de mão-de-obra em grande volume. Mas as empre­sas não deixam de ter apoios, têm é menos, porque o princípio é que uma empresa maior preci­sará tendencialmente de menos apoios do que uma PME. Mas é algo que nos ultrapassa. Está num contexto europeu e não só num contexto nacional. Se isso, por um lado, é verdade, por ou­tro também vemos empresas que continuam a desenvolver-se. No actual quadro regulatório é um factor que temos de ter em conta. Pode, em alguns sectores ser algo menos incentivador à dinami­zação do negócio e da actividade empresarial, mas noutros secto­res não vejo que seja a principal condicionante. É evidente que é algo que as empresas e os empresários como bons gestores que são têm em consideração. É um problema efectivamente em alguns sectores, mas é uma re­gra que existe há bastantes anos. Está a ser trabalhada neste mo­mento no quadro europeu…

 

Leia o artigo na íntegra na edição n.º14 do DIA15

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