Anéis de Saturno são mais recentes do que se pensava

Com base em dados da sonda Cassini, os cientistas calcularam o peso destas estruturas e o ritmo a que perdem matéria.

As anteriores estimativas sobre a idade dos anéis de Saturno eram incertas, mas com base na análise dos dados recolhidos pela sonda Cassini (projecto das agências espaciais americana e europeia, NASA e ESA), os cientistas concluíram que as belíssimas estruturas em torno daquele planeta terão no máximo cem milhões de anos, embora possam ser mais recentes, com um mínimo de 10 milhões de anos. Na história do sistema solar, este é um tempo curtíssimo.

Uma equipa internacional liderada por Luciano Iess, da Universidade de Roma, publicou na revista Science um estudo baseado em dados da missão Cassini que permitem calcular o peso dos anéis de Saturno. A massa total é 20 vezes menor do que se pensava, na realidade apenas dois quintos da massa de um pequeno satélite de Saturno, Mimas, popularizado pelas imagens da Cassini, que mostravam uma lua com aparência semelhante à da «estrela da morte» do filme Guerra das Estrelas.

Os cientistas também descobriram que os anéis perdem grande quantidade de material, atraído pela gravidade de Saturno e que acaba por cair no planeta, sobretudo no hemisfério sul, a ritmo estimado num intervalo entre 432 quilos e 2870 quilos por segundo. Ou seja, o espectáculo que se pode observar hoje não será tão deslumbrante como foi no tempo dos dinossauros e, a este ritmo, os anéis de Saturno deverão desaparecer num prazo de 292 milhões de anos.

Os anéis são formados por pequenas partículas, sobretudo de gelo, e a sua origem continua a ser um mistério. Estas estruturas foram pela primeira vez observadas por Galileu, em 1610, mas o astrónomo italiano não conseguiu perceber de que se tratava. O primeiro a compreender que eram anéis em torno de um planeta foi o holandês Christiaan Huygens, em 1655.

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