Apesar do Acordo de Paris, as emissões de CO2 voltaram a disparar

O aumento das emissões de carbono em 2017 não parece ser alarmante. Grave mesmo é que novos dados preveem que haverá um aumento de 2% este ano, com os níveis de dióxido de carbono a alcançarem os valores mais elevados de sempre.

O esforço global para reduzir as emissões de carbono não parece estar a funcionar. Este ano, as emissões de CO2 devem atingir um recorde, apesar do acordo global sobre alterações climáticas, segundo uma nova análise.

Cortar as emissões de carbono através de regulamentação política não assim é tão fácil. O estado actual do Arco do Triunfo, em Paris, demonstra-o bem.

O mais recente plano do governo francês para aumentar a tributação sobre combustíveis pode ter sido motivado pela necessidade de mudar para uma energia mais limpa, mas este foi contestado, literalmente, com fogo e fúria de uma nação.

Previsivelmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, derramou mais combustível para as chamas quando publicou no Twitter que o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, deveria ter abandonado o Acordo de Paris logo em 2015, tal como ele fez.

Mas a dependência de combustíveis fósseis, mesmo num país desenvolvido, é demasiado alta. Na Conferência sobre Alterações Climáticas da ONU (COP24), em curso em Katowice, Polónia, uma equipa de pesquisa da Universidade de East Anglia descobriu que as emissões globais de carbono devem atingir o maior recorde este ano, com um aumento projectado de mais de 2%, face ao aumento de 1,6% registado em 2017.

É um retrocesso significativo, dado que as emissões globais permaneceram relativamente estáveis, com pouco ou nenhum crescimento entre 2014 e 2016. Parece, portanto, que podemos começar a afastar-nos da esperança de que as emissões de CO2 tenham atingido o pico antes de 2014.

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