Brasil: Bolsonaro e Haddad disputam segunda volta

O Brasil foi às urnas, nas eleições mais disputadas dos últimos 29 anos. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, conseguiu 46,04% dos votos e Fernando Haddad, do PT, obteve 29,27%. A campanha recomeça hoje.

Foi a primeira volta de umas eleições muito disputadas. Apesar da onda de apoios que recebeu sobretudo na última semana, Jair Bolsonaro não conseguiu alcançar a vitória à primeira. Ainda assim, com 46,04% dos votos conseguiu que muitos candidatos associados a seu nome, nos estados, conseguissem mais votos do que as sondagens previam.

Por seu lado, Fernando Haddad, a escolha do PT quase em cima das eleições, em substituição de Lula da Silva, obteve 29,27% dos votos e que chegaram sobretudo do nordeste do país.

A campanha eleitoral recomeça hoje, e os candidatos têm 20 dias para reunir apoios dos antigos candidatos. Ainda não há muitos apoios explícitos mas o jornal brasileiro Estadão refere que há candidatos que já disseram em quem não vão votar.

Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), e que ficou em terceiro lugar, garante que vai ser oposição ao “fascismo”, embora não tenha assumido o seu apoio a Haddad: “Ele não, sem dúvidas (…) A minha história de vida é uma história de defesa da democracia e contra o fascismo”. O antigo candidato vai agora reunir-se com o seu partido para definir que posição irão tomar.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos foi a excepção, manifestando-se em apoio de Fernando Haddad na segunda volta das presidenciais.

Marina Silva, a ex-senadora e candidata pela Rede não descarta apoiar Haddad, mas não confirmou. A confirmação ficou-se por um não apoio a “candidatos autoritários”.

Adivinham-se 3 semanas aguerridas, numa batalha entre um discurso contra as minorias e o representante de um partido acusado de muitas falhas no país nos últimos anos.

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