Cada português recebeu 236 euros da Europa em 2017

Em valores per capita, Portugal foi o sétimo maior beneficiário de fundos europeus, entre 17 países que recebem mais do que pagam.

Após a discussão dos lugares de topo, os líderes europeus terão de terminar a discussão fundamental sobre fundos europeus, tradicionalmente muito delicada, pois exige unanimidade. A negociação do pacote de fundos entre 2021 e 2027 terá a dificuldade de haver menos um contribuinte líquido, o Reino Unido, que em 2017 pagou mais do que recebeu, dando uma contribuição efectiva de 5345 mil milhões de euros para os cofres europeus.

Na próxima década, a União Europeia terá mais ambições (nomeadamente na segurança e no ambiente), mas menos dinheiro para distribuir pelos Estados. Neste momento, Portugal tem a perspectiva de um corte de 7% nas verbas globais, face ao orçamento entre 2014 e 2020. Com o avanço das negociações, é possível que estes números sejam melhorados. De qualquer forma, Portugal continuará a ser um beneficiário líquido das verbas comunitárias.

Os números mais recentes sobre o que cada país paga e recebe são relativos a 2017 e variam de ano a ano, pois a execução dos fundos não é uniforme nem chega a 100%. Calculando a contribuição líquida (a receita global descontada da verba que cada país paga para Bruxelas), dividindo pelo número de habitantes, obtém-se um valor per capita. Fizemos as contas. Em 2017, Portugal ficou em sétimo lugar, recebendo, líquidos, 236 euros por pessoa. O maior beneficiário foi a Lituânia, com 450 euros, seguindo-se a Estónia (357), a Grécia (348) e a Hungria (320). Portugal teve o mesmo valor que a República Checa, um país mais rico, mas ficou bem acima de nações mais pobres, como Roménia e Bulgária, respectivamente 173 e 208 euros.

Entre os países que pagam mais do que recebem, a Suécia é a recordista, com 138 euros por pessoa, seguindo-se a Alemanha (129) e a Dinamarca (122). O Reino Unido está em quarto lugar, pagando um pouco mais que a Holanda, 81 euros por pessoa.

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