China poisou uma sonda na face oculta da Lua

A China conseguiu fazer poisar uma sonda automática na face oculta da Lua, o que constitui uma proeza inédita, no mesmo dia em que a NASA divulgou as primeiras imagens nítidas de Ultima Thule, o corpo celeste mais distante da Terra até hoje visitado por uma máquina terrestre.

A missão chinesa à Lua visa captar sinais de rádio livres da interferência terrestre, o que poderá contribuir para esclarecer as origens das estrelas e estudar nebulosas, mas a sonda também possui instrumentos capazes de analisar a composição mineral do solo lunar. A missão visou igualmente conseguir algo que russos e americanos ainda não concretizaram: explorar a face do satélite que não pode ser observada a partir da Terra e que é mal conhecida pelos cientistas.

No final da próxima década, a China pretende ser uma potência espacial capaz de rivalizar com os Estados Unidos e a Rússia. O nome do veículo robotizado, Cheng’e 4, é inspirado no nome da deusa chinesa da Lua e já enviou as primeiras imagens do solo lunar.

A agência espacial americana divulgou, entretanto, as primeiras imagens nítidas de Ultima Thule, um corpo da Cintura de Kuiper, a 6,5 mil milhões de quilómetros de distância, sobrevoado no início da semana pela sonda automática New Horizons, que em 2015 tirou sensacionais fotografias de Plutão.

Ultima Thule tem 33 quilómetros de comprimento, 15 de largura e uma forma irregular semelhante à de um boneco de neve, com duas partes fundidas. A cor da superfície é vermelha. A New Horizons tirou 900 fotografias que, devido às enormes distâncias envolvidas, levarão seis meses a ser processadas, sobretudo as de mais alta resolução. Quando a NASA lançou a New Horizons, em 2006, Ultima Thule nem tinha sido descoberta. Esta missão foi o aproveitamento de uma oportunidade, que pode dar informações preciosas sobre as origens do sistema solar.

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