Confessionário de… Pedro Boucherie Mendes

«Nunca me arrependo de sair de casa com antecedência para compromissos aos quais não quero chegar atrasado», confessa o director dos canais temáticos da SIC. Quando era pequeno, achava que «se seria feliz sempre e para sempre».

Devagar se vai ao longe?
Quase sempre. Infelizmente raras vezes nos lembramos disso e aceleramos desnecessariamente.

O que devemos deixar para amanhã?
Cartas ou mails duros devem marinar durante a noite e só depois serem enviados.

O que gostava de ser quando era pequenino?
Feliz. Quando era pequeno achava que se seria feliz sempre e para sempre.

Se tivesse poder absoluto começava por proibir o quê?
O desamor.

Dá jeito ter um bom inimigo sempre por perto?
Quem tem um inimigo que vale a pena tem uma riqueza que nem pode imaginar. E não, não estou a ser irónico nem espirituoso, mas sim literal.

O verbo desamigar sugere-lhe o quê?
Fraqueza.

Marcelo rima com…?
Tenho ideia que nos desenhos animados do Pequeno Marco havia um personagem Marcelo. Sempre que o vejo ou oiço, viajo a esse tempo.

Que conselho daria a António Costa?
Por mais que tivesse pensado numa resposta, não me ocorreu nada, pelo que deixo em branco.

Vota com mais facilidade num doce ou num salgado?
À partida, num salgado.

Entre caracóis e caviar, o seu coração gastronómico balança?
Não. Caviar, sempre.

Está do lado da cigarra ou da formiga?
Da formiga.

Quem é que não levaria para uma ilha deserta?
Um fanático.

Prefere viajar por terra, mar ou ar?
Terra. A ideia de morrer afogado apavora-me e nos aviões as pessoas parecem-me ainda piores.

Que cidade mais gostaria de conhecer?
Cape Town – para ir ao Cabo da Boa Esperança.

Quem é que o faz sempre rir?
Ricky Gervais.

Qual foi o último livro que deixou a meio?
Jordan B Peterson – “12 Rules of Life”, que leio desde há uns meses a pouco e pouco. Mas porque preciso de pensar no que acabo de ler e não por razões negativas.

Qual é a sua posição favorita?
Deitado no sofá, com toda a má postura difícil, a ver televisão.

Canhoto ou destro?
Destro.

Deixou de ter paciência para quê?
Para reprimir as emoções mais bonitas.

De que é que nunca se arrepende?
De sair de casa com antecedência para compromissos aos quais não quero chegar atrasado.

O que é que nem às paredes confessa?
Que quase todos os dias me deixam um sabor a incompletude.

 

Da edição nº 3 do Dia 15

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