Convenção junta tendências liberais do centro e da direita

O Movimento Europa e Liberdade (MEL) lança esta quinta-feira em Lisboa um encontro de dois dias que juntará alguns dos nomes mais destacados da área política do centro e da direita. Os debates da Convenção Europa e Liberdade estão já a causar incómodo, sobretudo no PSD e PS.

Com o objectivo de «influenciar o discurso político», a Convenção Europa e Liberdade, que hoje se inicia em Lisboa, pretende juntar liberais de esquerda e de direita, para discutir a integração europeia e a sociedade portuguesa. Visando combater a «hegemonia dos interesses instalados», o encontro está já rodeado de polémica.

Dinamizado por Jorge Marrão e Paulo Carmona (dois dos fundadores do Dia15) o MEL não se assume como partido político, mas conseguiu promover um debate onde participam, entre outros, Assunção Cristas, Luís Montenegro (na imagem) e Pedro Santana Lopes, três dos dirigentes políticos que lideram os principais desafios à eventual estratégia de bloco central do primeiro-ministro António Costa e do presidente do PSD, Rui Rio.

Num país onde é frequente ouvir lamentos sobre a ausência de iniciativas da sociedade civil, nos últimos dias têm surgido críticas ao evento, mesmo antes deste se iniciar. A antiga presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, disse num espaço de opinião que tinha algum «desprezo» por este debate, que reduziu a simples movimentações pessoais visando influenciar «a constituição de listas» partidárias. Ferreira Leite considerou preferível que o PSD tenha um mau resultado eleitoral do que o partido venha a ficar com o «rótulo de direita». O desconforto no PSD é evidente: Rui Rio nem sequer explicou a razão de não aceitar o convite para intervir.

A convenção procurou também atrair políticos da área socialista, críticos da «geringonça», mas António José Seguro e Francisco Assis acabaram por recusar a participação, este último justificando a ausência por se tratar de «uma espécie de estados-gerais do centro-direita, tendo em vista a formação de um projecto diferente de poder».

A Convenção juntará críticos da actual direcção do PSD, como Luís Montenegro, Miguel Morgado e Pedro Duarte; vários dirigentes do CDS, como Assunção Cristas, Paulo Portas e Ribeiro e Castro; além do líder da Aliança, Pedro Santana Lopes. Entre os participantes contam-se ainda Francisco José Viegas, João Duque, Luís Amado, José Miguel Júdice, Luís Marques Mendes e Carlos Guimarães Pinto, entre outros.

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