Criação de emprego trava no primeiro trimestre

Números do INE sugerem que, com a economia a crescer mais devagar, pode ter acabado o período de redução rápida do desemprego em Portugal.

O desemprego subiu ligeiramente no primeiro trimestre do ano, face ao trimestre anterior, revelaram as estatísticas do emprego publicadas esta quarta-feira pelo INE. A taxa oficial é agora de 6,8%, mais 0,1 pontos percentuais do que no último trimestre do ano passado, mas menos 1,1 pontos percentuais do que no trimestre homólogo. Dito de outra forma, num ano, a economia portuguesa criou 73 mil empregos, mas nos últimos três meses perdeu quase 3 mil, o que sugere um abrandamento no ritmo a que a economia proporciona novos postos de trabalho.

A boa notícia está sobretudo no desemprego, que baixou de forma significativa entre Março de 2018 e o mesmo mês deste ano. A estimativa do INE aponta para 353 mil desempregados, sendo as reduções mais significativas entre os homens e os jovens. A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) atingiu 17,6%, o valor mais baixo da série iniciada em 2011. Em termos homólogos, o número de desempregados de longa duração (12 meses ou mais à procura de trabalho) baixou 25%, para 165 mil pessoas.

A análise dos números sobre a população empregada indica criação de emprego em abrandamento: entre o primeiro e o último trimestres de 2018, o número de pessoas empregadas passou de 4,806 milhões para 4,883 milhões, um acréscimo de 77 mil em nove meses, o que em média correspondeu a 285 novos empregos diários. No primeiro trimestre de 2019, as coisas inverteram-se e a economia perdeu cerca de mil empregos por mês. Apesar de tudo, continua a boa evolução de trabalhadores com ensino superior, além dos contratos de trabalho sem termo e de jovens no mercado de trabalho.

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