Descobertos anéis de poeira nas órbitas de Mercúrio e Vénus

Estas formações de entulho espacial podem esclarecer a origem dos planetas e já se conhecia uma estrutura semelhante na órbita que a Terra percorre.

Dois estudos separados, que analisaram dados recolhidos pela agência espacial norte-americana, NASA, identificaram extensos anéis de poeira nas órbitas de Mercúrio e Vénus, descobertas que podem ser pistas importantes para compreender a formação dos planetas. Estas formações, tão antigas como o sistema solar (4,6 mil milhões de anos), são constituídas pelo entulho de colisões de asteróides. As partículas de poeira existem por todo o lado, mas concentram-se nestes anéis, devido à gravidade dos planetas.

Uma das estruturas foi encontrada por acaso, quando os cientistas procuravam uma zona livre de poeira nas proximidades do Sol, segundo uma previsão com alguns anos. O vento solar e o calor vaporizam a poeira e deverá existir uma zona relativamente vazia. Até agora, esta zona livre de poeira ainda não foi encontrada (as medições são difíceis), mas surgiram provas de que na órbita de Mercúrio existe um surpreendente anel com extensão de 15 milhões de quilómetros.

Segundo os cientistas, o aspecto mais interessante da descoberta parece apontar para uma nova classe de asteróides, com possíveis pistas sobre a formação do sistema solar e a origens dos planetas interiores, incluindo a Terra, que tem o seu próprio anel de poeira.

Além de poderem afinar os seus modelos com esta nova informação, os cientistas terão obtido um novo método para encontrar planetas extra-solares. A observação de anéis de poeira em torno de outras estrelas é mais acessíveis do que a detecção do planeta cuja gravidade atraiu aquele material.

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