Dias decisivos para o Brexit

Se o Governo for derrotado na votação sobre o acordo de saída da UE negociado com Bruxelas, Theresa May terá apenas três dias para apresentar uma alternativa, decidiram os comuns, ao aprovarem uma moção que impedirá o Executivo de ganhar tempo.

Os deputados britânicos colocaram mais um obstáculo no caminho da primeira-ministra Theresa May, ao aprovarem uma moção que obriga o governo a apresentar uma alternativa, no prazo de três dias, caso na terça-feira a câmara dos Comuns recuse a proposta de acordo de Brexit com a UE.

O Partido Trabalhista já garantiu que, em caso de chumbo da proposta de acordo, irá apresentar uma moção de censura ao executivo. O Brexit está marcado para 29 de Março e as diferentes possibilidades não conseguem vingar no parlamento: aparentemente, May não tem maioria para fazer aprovar o acordo negociado com Bruxelas; o hard Brexit ou a realização de segundo referendo não dispõem de metade dos votos, sendo também provável que os Trabalhistas não consigam reunir votos suficientes para derrubar o Governo. A situação é de impasse total.

Na terça-feira, realiza-se a votação decisiva, sendo reduzidas as hipóteses de ser aprovada a proposta de saída negociada, mesmo com modificações que ninguém sabe se seriam aceitáveis para a União Europeia. Em caso de aprovação, o Reino Unido entraria num período de transição até finais de 2021, durante o qual seria negociado um acordo comercial detalhado.

Se a proposta do Governo for recusada, o processo fica limitado a duas possibilidades: Brexit sem acordo a 29 de Março ou o adiamento da saída, à espera de eleições e, eventualmente, de um segundo referendo. A eventual vitória eleitoral dos Trabalhistas não garantirá a reversão do Brexit, pois muitos deputados da oposição foram eleitos em circunscrições onde, no referendo de 2016, triunfou o voto «não» à União Europeia.

Se os trabalhistas derrubarem o governo conservador, terão de definir uma posição mais clara sobre o Brexit, mas não ninguém sabe se um executivo liderado por Jeremy Corbyn seria capaz de negociar com Bruxelas um acordo mais favorável do que aquele que vai ser votado na terça-feira.

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