Donald Trump anuncia nova cimeira com Coreia do Norte

Discurso do Estado da União mostrou uma América invulgarmente dividida, sobretudo em torno da política para travar imigração ilegal.

O presidente dos Estados Unidos anunciou esta quarta-feira que vai encontrar-se em Fevereiro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. No discurso anual do Estado da União, perante o Congresso, Donald Trump fez apelos à unidade, criticou as investigações de que é alvo, elogiou os dados económicos do país e, no plano da política externa, referiu-se às negociações com os norte-coreanos, que deverão decorrer no Vietname. Também houve contactos com os talibãs do Afeganistão, visando estabilizar aquele país.

O longo discurso deste ano foi dominado pela crispação política pois, como é tradicional, a sessão decorreu na Câmara dos Representantes, agora dominada pelos democratas (embora estivessem presentes senadores, membros da administração e convidados). A questão do muro na fronteira e da recente paralisação do governo pairaram sobre este Estado da União e as reacções democratas às palavras do Presidente, terminado o discurso, foram de hostilidade e crítica.

Republicanos e democratas têm posições aparentemente irreconciliáveis, sobretudo na questão do muro, que o Presidente considera vital para travar a imigração ilegal. A mensagem mais insistente de Trump foi sobre este tema: «os trabalhadores americanos pagam o preço da imigração ilegal», disse o Presidente, que considerou o problema «uma crise nacional». Trump não usou a expressão «estado de emergência», o que provavelmente significa haver margem negocial entre os dois partidos. A Casa Branca quer financiamento para o muro, a câmara dos representantes recusa, e este conflito poderá resultar numa nova suspensão do governo federal dentro de algumas semanas.

Um momento de distensão ocorreu quando Trump elogiou a participação das mulheres na força de trabalho (a maior de sempre) e um grupo de legisladoras, todas vestidas de branco, reagiu com alegria. O presidente aproveitou para referir que cem anos depois da emenda constitucional que permitiu o voto das mulheres, havia um número sem precedentes de mulheres eleitas. Foi um raro momento de amplo aplauso.

«Peço-vos que escolham a grandeza. Sejam quais forem as dificuldades que vamos encontrar, temos de avançar em conjunto. Temos de manter nos nossos corações primeiro a América», disse o presidente, numa passagem do discurso em que apelou à unidade nacional.

«O Estado da União é forte», resumiu Trump, numa frase que muitos americanos devem ter considerado pouco convincente, apesar da economia parecer invulgarmente robusta. No terceiro trimestre de 2018 o crescimento atingiu 3,4% (a ritmo anual), o desemprego era de 4% em Janeiro, com salários a subir e criação mensal de emprego superior a cem mil pessoas.

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