Economia chinesa está a desacelerar

A China vai reduzir o seu objectivo de crescimento económico em 2019, de 6,5% do PIB para um valor entre 6% e 6,5%. Esta meta é ligeiramente inferior ao resultado de 6,6% de crescimento em 2018, que será divulgado oficialmente nos próximos dias e que é o valor mais baixo dos últimos 28 anos.

Estes dados, divulgados pela Reuters, sugerem que o crescimento económico chinês em 2019 está a sofrer um abrandamento significativo, perto dos valores que poderiam trazer nervosismo aos mercados. A inflação parece estar igualmente a abrandar e não deverá existir margem de manobra para estímulos orçamentais ou para uma política mais agressiva de redução da dívida. Outro risco substancial que enfrenta a economia chinesa é a de saída de capital.

As causas da desaceleração estão sobretudo ligadas à quebra das exportações e à forma como Pequim tentou reduzir drasticamente o endividamento escondido de empresas. Nesta fase, ainda não se fazem sentir os eventuais efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos.

Apesar destas tendências, a economia chinesa está longe de ter entrado em crise. Só no ano passado, o PIB chinês terá aumentado mais de 700 mil milhões de dólares, o equivalente à economia argentina. No entanto, se continuar a tendência, o abrandamento pode adiar algumas das ambições chinesas, nomeadamente de ter em 2030 uma economia de rendimento per capita médio.

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