Eleições nos Estados Unidos levam a maior equilíbrio governativo

Os dois lados clamam vitória: os democratas conseguiram a maioria na Câmara dos Representantes e os republicanos mantiveram o Senado. Uma governação que vai implicar um maior equilíbrio e muita negociação.

O Congresso norte americano ficou dividido depois das eleições de ontem e os resultados são considerados satisfatórios para ambos os lados.

Após oito anos de maioria republicana, o Partido Democrata recuperou o controle da Câmara de Representantes. No entanto, o Senado manteve-se na mão dos conservadores o que vai impedir que o Partido Democrata possa destituir Trump com um processo de impeachment, por exemplo, apesar de conseguirem ter votos necessários para iniciar investigações sobre o presidente e seus negócios, um objectivo antigo e agora possível de concretizar.

Ainda assim, os democratas em maioria na Câmara dos Representantes enfraquecem os poderes do presidente, uma vez serão um entrave às medidas que Trump possa querer implementar. Para que as leis sejam aprovadas é necessário o consentimento das duas casas do Congresso.

Para o Senado, foram eleitos 45 democratas e 51 republicanos. Na Câmara dos Representantes os democratas obtiveram 219 lugares e os republicanos, 193.

Estas eleições foram encaradas como uma avaliação à governação Trump, tendo sido inéditas tanto no número de participação eleitoral, mais alta do que em escrutínios anteriores, como na diversidade de pessoas eleitas: mais mulheres, um congressista assumidamente homossexual (o primeiro na história do país) e duas congressistas indígenas, que também assinalaram uma estreia na História dos Estados Unidos, em 230 anos nunca um indígena fez parte do Congresso.

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