Empate em Hollywood e desilusão para Netflix

Green Book leva Óscar de Melhor Filme, em vez do favorito, Roma, que concorria pela empresa de televisão em streaming.

A cerimónia dos Óscares de 2019 (em Portugal era madrugada de segunda-feira) cumpriu algumas das tradições deste evento anual, nomeadamente a de não atribuir o prémio mais importante ao filme favorito, Roma, produzido pela Netflix. O Óscar para melhor filme foi para Green Book, Um Guia para a Vida, a história de um motorista branco e do seu cliente negro, no tempo da segregação. Ao vencer três estatuetas, incluindo a principal, esta obra superou todas as expectativas.

Este ano, não houve apresentador e não ocorreram os habituais momentos de polémica política. A cerimónia de entrega dos Óscares da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tem vindo a perder audiência, devido à extensão do espectáculo e aos momentos de controvérsia. No ano passado, as audiências foram 19% inferiores às de 2017 e 39% abaixo do pico de 2014. Entre os jovens, as quebras atingem 50%. Talvez por isso, este ano a cerimónia foi mais sóbria do que o costume.

Este ainda não foi o ano da Netflix, que Hollywood vê com alguma preocupação. O serviço de streaming por televisão concorria com o filme favorito da crítica, Roma, que acabou por triunfar em apenas três categorias: melhor realizador (Alfonso Cuarón), melhor fotografia (igualmente o mexicano), e melhor filme em língua estrangeira. Muitos observadores tinham previsto que este seria o primeiro ano em que uma obra em língua estrangeira (castelhano) levaria a estatueta de melhor filme. Ainda não foi desta.

Entre os prémios mais cobiçados, destaque ainda para o óscar de melhor atriz (Olivia Colman, em A Favorita) e para melhor actor (Rami Malek, em Bohemian Raphsody).

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