Eurodeputados contestam parceria estratégica com Rússia

Parlamento Europeu está preocupado com campanhas de desinformação patrocinadas por Moscovo e defende reforço das sanções.

O Parlamento Europeu adoptou uma resolução onde se defende o fim da parceria estratégica entre UE e a Federação Russa, para além de novas sanções, caso Moscovo continue a violar o direito internacional. Esta posição foi votada por larga maioria, 402 votos a favor e apenas 163 contra, além de 89 abstenções. Os eurodeputados contestam acções recentes da Rússia, nomeadamente interferência na Síria, República Centro-Africana e Ucrânia, para além de apoio a partidos anti-UE e a movimentos de extrema-direita na Europa. A resolução reconhece que as relações entre os dois blocos estão a piorar desde a anexação da Crimeia, em 2014.

Perante as contínuas violações das leis internacionais, os eurodeputados consideram que a UE deve estar preparada para impor novas sanções, proporcionais, dirigidas a pessoas ligadas a esses abusos. Um dos pontos considerados mais preocupantes está ligado a campanhas de desinformação e ataques cibernéticos lançados nos últimos anos e que podem ser reforçados durante a campanha das próximas eleições europeias (Moscovo desmente estas acusações).

UE e Federação Russa assinaram em 1994 um acordo de parceria e cooperação, abrangendo diversas áreas, incluindo relações comerciais, alterações climáticas, segurança energética e luta anti-terrorista. Desde 2004, este acordo regula as relações económicas, políticas e culturais entre os dois blocos. O documento, renovado anualmente de forma automática, foi contestado a partir de 2015 por muitos eurodeputados, alarmados com o apoio de Moscovo a regimes autoritários ou a actividades financeiras problemáticas.

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