Feira do Livro de Lisboa expande oferta de pavilhões e títulos

Este ano, aquele que é um dos maiores eventos culturais do país melhorou acessos e procurou ter um ambiente mais agradável.

Abre esta quarta-feira a 89ª edição da Feira do Livro de Lisboa, este ano com mais 32 pavilhões, num total de 328, zona de restauração alargada e oferta cultural calculada em cem mil títulos diferentes. A feira está aberta até dia 16 e, a repetir-se a afluência do ano passado, deverá receber mais de 30 mil pessoas por dia.

Os organizadores (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e Câmara Municipal de Lisboa) pensaram este ano em melhorar os acessos, a circulação interna e os pisos, mas haverá outras inovações, incluindo o fim do plástico (milhares de sacos em papel). O evento continua naturalmente centrado nos tradicionais encontros com escritores, em debates e, claro, nos descontos.

A Feira do Livro de Lisboa é um dos maiores eventos culturais do país e conta este ano com 636 chancelas, incluindo livrarias, editaras e outras marcas, o que representa mais 25 participantes. A diversificação é apenas aparente, pois na realidade, aumentam os espaços das praças, que reúnem as chancelas de algumas editoras, reflectindo o fenómeno da concentração empresarial que está a marcar a vida de um sector ainda em crise.

Em cada ano, as empresas usam as feiras para atrair leitores e obter fôlego nas vendas. No caso de Lisboa, a facturação anual anda pelos 4 milhões de euros, o que representa pouco mais de oito euros por visitante. Existe um certo nevoeiro estatístico em torno da indústria do livro, mas sabe-se que o volume de negócios tem caído de forma acentuada nos últimos anos, de um pico superior a 400 milhões de euros em 2008, para 350 milhões em 2012.

O problema é que só 40% dos portugueses compram um livro por ano (ou mais). Excluindo o livro escolar, o negócio implica vendas de 13 milhões de volumes e ronda anualmente os 150 milhões de euros (este número é algo incerto e não corresponde à totalidade das empresas). As editoras referem quebras de venda no livro não escolar (sobretudo na literatura), mas na feira do livro o negócio tem crescido nos últimos dois anos.

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