Gigantes protectores são mais comuns do que se pensava

A detecção de planetas semelhantes a Júpiter, que defende a Terra do bombardeamento de cometas, abre boas perspectivas para se encontrarem sistemas solares onde é mais provável encontrar vida.

Os astrónomos acreditam que Júpiter é crucial para a existência de vida na Terra, já que a sua gravidade funcionou durante milhões de anos como protecção contra impactos de asteróides ou cometas. A busca de outros gigantes na posição do nosso protector aumenta as possibilidade de se encontrarem «Terras» devidamente abrigadas e, portanto, com mais hipóteses de terem água líquida e vida.

No estudo de outros sistemas planetários tem sido mais fácil encontrar planetas do tamanho de Júpiter perto das respectivas estrelas, mas os cientistas continuam à procura de modelos semelhantes ao nosso. O sistema solar tem quatro planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno) e usando o método mais comum de detecção de planetas – redução do brilho da estrela quando o planeta transita em frente da luz, bloqueando um pequena porção, Um astrónomo extraterrestre que observasse o Sol a partir de outra estrela poderia levar 164 anos a detectar Neptuno.

Uma equipa internacional de astrónomos, liderada por cientistas da Universidade da Califórnia, anunciou ter desenvolvido um novo método de observação que permite detectar planetas do tamanho de Júpiter em órbitas exteriores de estrelas semelhantes ao Sol, e parece que há muitos gigantes. «Acreditamos que planetas como Júpiter tiveram grande impacto na progressão da vida na Terra. A compreensão de quantas estrelas têm planetas deste tipo pode ser muito importante para aprendermos sobre a habitabilidade em outros sistemas», explica Stephen Kane, o líder do estudo, recentemente publicado em Astronomical Journal.

Os exoplanetas podem ser encontrados pelo trânsito ou pela oscilação da estrela devida ao efeito gravitacional, que é muito menor se o planeta estiver numa órbita distante. Assim, os cientistas fizeram uma combinação deste método com a observação directa através de telescópios potentes, o que exige a eliminação da luz da estrela. Obter imagens directas de objectos a 150 anos-luz só foi possível devido aos enormes avanços técnicos conseguidos nos últimos anos.

Neste estudo foram observadas vinte estrelas e descobertos três planetas da dimensão de Júpiter, mas dez estrelas vão continuar a ser observadas, pois parecem alvos promissores. O estudo aumentou substancialmente as hipóteses de se comprovar que sistemas idênticos ao nosso são comuns no universo.

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