Mercado Único foi a grande realização da União

Segundo a OCDE, a Europa é um colosso económico com tarefas incompletas, mas acima de tudo um espaço de prosperidade, segurança e desenvolvimento.

O tamanho conta. A União Europeia, agindo como um bloco de 500 milhões de pessoas, poderá funcionar como um verdadeiro poder global, liderando o mundo em assuntos como direitos humanos ou digitalização. Com o seu mercado único, criado entre 1986 e 1992, a Europa é hoje um colosso económico, que forneceu aos seus cidadãos grandes benefícios, sobretudo segurança, bens mais baratos e qualidade de vida. Este é em síntese a conclusão de um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a União Europeia, incluindo as suas realizações e desafios de futuro.

Os peritos da organização consideram que o Mercado Único europeu ainda não está concluído e encontra-se fragmentado, sobretudo nas áreas dos serviços, transportes, finanças, energia e mercados digitais. Segundo a OCDE, a Europa está actualmente a liderar na área ambiental, nomeadamente no combate às alterações climáticas. Uma das maiores limitações actuais, consideram os autores do estudo, continua a ser a dimensão considerada reduzida do orçamento da UE, que equivale a 1% do PIB conjunto da União e apenas 2% da despesa pública dos países.

Este orçamento terá de ser utilizado de forma mais eficaz, consideram os autores, dirigido a gastos que promovam o crescimento. Actualmente, ainda 40% das verbas vão para a política agrícola comum (PAC) e só um terço para a redução das diferenças entre regiões mais ricas e mais pobres. Também no tema orçamental, é recomendado um reforço do investimento em investigação (apesar da UE ter também aqui uma situação de liderança mundial).
Ao longo do relatório são enumerados indicadores que mostram uma zona de alta prosperidade e desenvolvimento. Os europeus têm altos índices de educação, acima da média da OCDE, além de formação profissional eficaz. Há também uma crescente mobilidade de pessoas entre países.

A maior crítica do relatório vai para os resultados insuficientes na convergência (a aproximação de rendimentos entre regiões). Neste ponto, a OCDE recomenda políticas de coesão focadas nas regiões mais atrasadas. Outro problema está na união monetária, ainda incompleta. A OCDE recomenda sistemas comuns na protecção dos depósitos e no financiamento das resoluções bancárias.

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