Novas sanções ao Irão entraram hoje em vigor

Donald Trump diz que são as “sanções mais duras de sempre” aplicadas ao Irão, mas o presidente iraniano afirma que continuarão a vender petróleo, para “romper as sanções”.

Depois de, em Maio, terem anunciado que iriam sair do acordo nuclear, assinado com o Irão (mais o Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) em 2015, os Estados Unidos têm vindo a endurecer, gradualmente, as sanções ao Irão. A segunda fase das sanções foi anunciada via Twitter, com uma imagem de Trump, como se fosse um filme e inspirada na série Game of Thrones, com a legenda “as sanções estão a chegar”, e a data de 5 de Novembro.

Washington diz que o objectivo é conter as ambições nucleares de Teerão, em troca do alívio das sanções e parar com o que apelida de actividades “malignas” do Irão, incluindo ataques cibernéticos, testes de mísseis balísticos e apoio a grupos de terroristas e milícias no Médio Oriente.

A partir de hoje, mais de 700 pessoas, entidades, navios e aviões integram a lista de sanções, incluindo grandes bancos, exportadores de petróleo e empresas portuárias. Segundo o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, mais de 100 grandes empresas internacionais já saíram do Irão por causa das sanções e as exportações iranianas de petróleo caíram quase um milhão de barris por dia, sufocando a principal fonte de financiamento do país.

No entanto, os Estados Unidos concederam isenções a oito países, que poderão continuar a importar petróleo iraniano. Apesar de não os terem enunciado, a agência Reuters refere que, entre esses países estarão a China, Índia, Coreia do Sul, Japão e Turquia.

Alemanha, França e Reino Unido opõem-se a estas sanções e continuam comprometidos com o acordo nuclear. Como tal, prometem apoiar empresas europeias que fazem “negócios legítimos” com o Irão e criaram um mecanismo de pagamento alternativo (uma vez que a rede Swift, usada para fazer pagamentos internacionais, deverá cortar os laços com as instituições iranianas, isolando Teerão do sistema financeiro internacional) que ajudará as empresas a negociar sem enfrentarem as penalizações dos EUA.

Esta segunda-feira, o Presidente iraniano afirmou que o seu país “derrotará orgulhosamente” as sanções dos Estados Unidos , apelidando-as de “ilegais, injustas e contrárias ao direito internacional”.

Num discurso durante uma reunião com funcionários do Ministério da Economia, transmitido pela televisão, Hasan Rohani qualificou a actual situação como uma “guerra económica”, explicando que os EUA querem reduzir as exportações de petróleo do Irão a zero, mas que o país “continuará a vender” o seu petróleo.

Para o presidente iraniano, os Estados Unidos estão “isolados”, já que a maioria dos países do Mundo rejeita sanções e apoia o acordo nuclear de 2015.

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