Oposição da Venezuela diz que país vive em ditadura

No meio do colapso económico e do isolamento internacional, Nicolás Maduro tomou posse como presidente, após ter vencido eleições irregulares.

Praticamente isolado da comunidade internacional, Nicolás Maduro tomou posse na quinta-feira como Presidente da República Bolivariana da Venezuela, fazendo fortes críticas ao imperialismo norte-americano e à União Europeia. «Não podemos falhar e não falharemos. Juro pela minha vida e pela minha pátria», disse Maduro.

A cerimónia decorreu em Caracas, no edifício do Supremo Tribunal de Justiça, com base numa eleição antecipada que a comunidade internacional considerou fraudulenta. O presidente ignorou a Assembleia Nacional (dominada pela oposição), pois o regime tem procurado dissolver o parlamento eleito, formando para o efeito uma assembleia constituinte paralela. Os opositores de Maduro dizem que o país é agora, em todos os aspectos, uma ditadura.

Maduro foi eleito em Maio de 2018, com 68% dos votos, em eleições muito contestadas pela extensão das irregularidades. Apenas 25% dos venezuelanos votaram e vários partidos boicotaram a campanha, por falta de condições. O resultado foi rejeitado pela União Europeia, Estados Unidos e pela maioria dos países vizinhos da América Latina. O presidente foi também eleito pela primeira vez, já que no anterior mandato de seis anos, Maduro era vice-presidente de Hugo Chávez, que faleceu dois meses depois de tomar posse.

O regime bolivariano provocou igualmente um colapso económico, minado pela corrupção, o radicalismo político e a violência: além de três milhões de refugiados em outros países, a Venezuela enfrenta quebras na produção petrolífera, falta de alimentos e hiperinflação.

Desafiando esta realidade, Maduro aproveitou a tomada de posse para atacar o imperialismo americano e o Brasil de Jair Bolsonaro. «A Venezuela é um país profundamente democrático. Eu sou um presidente de verdade, democrata profundo», disse Maduro. Acusando os Estados Unidos de «sanções, perseguições, bloqueio económico e campanha mediática», o Presidente venezuelano não poupou os europeus: «União Europeia, pára. Basta de agressão contra a Venezuela», disse o líder bolivariano.

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