Paz, prosperidade e progresso

«Para conseguir o possível é preciso tentar repetidas vezes o impossível», ensinou-nos Hermann Hesse, galardoado em 1946 com o Nobel da Literatura. Esta frase podia servir de lema ao projecto europeu – a utopia positiva do nosso tempo, que permitiu materializar o sonho visionário dos pais fundadores.

Somos diariamente con­frontados com propa­ganda eurocéptica. De teor apocalíptico. Di­zem-nos que esta Europa em que estamos inseridos desde 1 de Ja­neiro de 1986 não serve. Porque «destruiu a produção nacional». Porque «nos submete à discipli­na austeritária alemã». Porque «nos impõe um modelo capita­lista», contrariando o preâmbu­lo da Constituição portuguesa, que nos impele a «abrir caminho para uma sociedade socialista».

O discurso eurocéptico adap­ta-se com facilidade à vozearia das redes sociais, como ficou bem patente na campanha refe­rendária que há três anos con­duziu ao Brexit no Reino Unido: é sempre mais fácil propagar mensagens de conteúdo negati­vo, mesmo que muitas delas não resistam ao elementar confron­to com a realidade. E no entan­to, como nos ensinou o escritor britânico Aldous Huxley, «os factos não deixam de existir por serem ignorados».

 

Leia o artigo na íntegra na edição n.º12 do DIA15

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