Preparado para comprar um pacote de férias para a Lua?

A NASA acaba de anunciar uma parceria com nove empresas para realizarem experiências científicas na superfície lunar. O dinheiro envolvido nesta operação está no segredo dos deus, mas a agência espacial disse que todas as empresas eram elegíveis para “licitar” contratos.

A agência espacial fez o anúncio lunar com considerável fanfarra, dedicando uma cerimónia de uma hora para tirar dúvidas aos mais jovens, convidou um astronauta para simular a gravidade lunar, entre muitas outras actividades.

No entanto, no meio de tanta pompa e circunstância, de destacar duas novidades importantes. Uma é que o braço científico da NASA, a direcção da missão científica, está a envolver-se mais no financiamento de experiências científicas lunares através deste programa. «A Lua está cheia de mistérios que desconhecemos», disse Thomas Zurbuchen, que supervisiona as actividades científicas para a NASA. E, em segundo lugar, o governo norte-americano estar a dar os primeiros passos em concreto para financiar programas comerciais à Lua.

Entre as nove empresas parceiras estão a Lockheed Martin Space, a Moon Express, o consórcio Orbit Beyond e a organização sem fins-lucrativos Draper Laboratory.

A NASA informou que as entregas podem começar já em 2019, sendo que estes contratos não têm um limite de tempo ou quantidade. Porém, serão analisados vários factores para comparar as ofertas, como a viabilidade técnica, o preço e o calendário apresentado por cada uma das empresas.

O que significa isto?

Sob o comando do presidente Trump, a NASA procurou redireccionar os seus esforços de exploração lunar em primeiro lugar e lá testar tecnologia para eventuais missões humanas a Marte. Mas a agência espacial também está interessada em determinar que recursos na Lua poderiam possibilitar a sua colonização de longo prazo, fornecer metais raros necessários na Terra ou possivelmente prover combustível para missões espaciais noutras partes do Sistema Solar.

Impacto comercial

As empresas envolvidas nesta iniciativa estão compreensivelmente animadas com o novo programa. A promessa de um cliente garantido para as missões provavelmente ajudará algumas dessas empresas a incrementar os seus negócios e a obter financiamento adicional.

«Este é um passo crítico para qualquer empresa comercial que queira fornecer serviços lunares comerciais», disse Bob Richards, fundador da Moon Express, a Ars. «O limite de capitalização necessário e o emergente mercado de clientes lunares estão fora do alcance da maioria das empresas, certamente da maioria das startups», prosseguiu ainda.

Mais Notícias
Comentários