Suave como uma pena

Proporcionar simultaneamente suavidade na condução e um desempenho desportivo é uma das características mais marcantes do BMW 218d Gran Tourer. Isso e o azul Estoril metalizado da versão desportiva M ensaiada, que ou se adora ou se detesta. Uma coisa é certa, despercebido não passa.

Há quem goste de circu­lar na cidade em pe­quenos utilitários. Há quem prefira desporti­vos, coupés ou SUV, maiores, mais potentes e vistosos. No meio – muitas vezes – está a virtude e, neste caso, o BMW 218d Gran Tourer.

Equipado com motor 2.0 diesel de 150cv, caixa automática e duas ponteiras de escape largas, uma em cada extremidade do pára­-choques traseiro, a versão M é um meio-termo que nada deve aos companheiros de estrada mais desportivos em termos de estética, conforto e desempenho.

Potente o suficiente para sa­tisfazer os mais nervosos, mas espaçoso e confortável o bas­tante para transportar a famí­lia, este Gran Tourer tem um bom comportamento, quer em auto-estrada, quer no meio do trânsito citadino.

 

O início da viagem

Depois de um primeiro reconhe­cimento e antes de iniciar a mar­cha, há vários rituais imperativos, entre eles, ajustar banco e espe­lhos retrovisores exteriores. Até aqui foi relativamente fácil. Já o espelho retrovisor interior, nem por isso, mais por receio do que por complexidade. Não quis for­çar o ajuste à mão por ter a função automática anti-encandeamento, pelo que passei alguns minutos à procura de um botão que o regu­lasse electronicamente. Revelou­-se apenas tempo perdido. Sem botão e sem indicação clara no livro de instruções, nova tenta­tiva à mão com resultado positi­vo. Como diria Sherlock Holmes, “elementar, meu caro Watson”…

Isto porque no habitáculo, quase tudo apela à tecnologia, excep­ção feita ao dito espelho retro­visor e ao painel de instrumen­tos, que, apesar de electrónico, mantém a nostálgica aparência dos analógicos.

A consola central alberga o ecrã multimédia táctil ou com controlo por voz, que lhe dá acesso desde ao rádio até ao tão útil sistema de navegação, es­tando ainda equipado com o BMW ConnectedDrive, que in­tegra todos os serviços digitais e os sistemas de assistência ao condutor do Copiloto Pessoal BMW. Tem ainda a função Com­fort Telephony, que inclui um suporte de carregamento sem fios para o telemóvel dentro do apoio para o braço.

Pode ainda ligar simultanea­mente dois telemóveis e um lei­tor de áudio através do bluetooth.

Tal como a maioria dos mode­los da BMW, também o 218d Gran Tourer tem o head-up display a cores, uma área de projecção no campo de visão do condutor que permite manter a atenção na es­trada e, simultaneamente, ver in­formação seleccionada, como a ve­locidade, sinalização e o percurso definido no GPS sem ser necessá­rio desviar o olhar.

Os bancos desportivos em pele Dakota perfurada em preto e com realces em azul são bastan­te confortáveis, tanto à frente como atrás, onde o espaço para as pernas é generoso o suficien­te para as viagens mais longas. Aliás, é de referir que este auto­móvel tem como opcional uma terceira fila de bancos, permi­tindo transportar até sete pes­soas, algo que é possibilitado pelos seus 4,542m.

Sem a fila extra, a bagageira – com fecho automático da porta – é generosa o suficiente para acolher as compras de uma ida mensal ao hipermercado ou para uma via­gem com a bagagem de uma fa­mília de cinco, variando entre os 560 litros (sete lugares) e os 645 litros (5 lugares).

O tecto de abrir eléctrico pano­râmico, disponível no “pack tra­vel” e na viatura ensaiada, cria uma atmosfera ainda mais dinâ­mica e desportiva ao 218d, já que ocupa a quase totalidade do teja­dilho. Tem ainda ar condiciona­do automático com controlo de duas zonas, algo que se revelou de grande utilidade para os pas­sageiros que habitualmente se queixam de muito frio ou calor.

 

A caminho

Já na estrada, a caixa automáti­ca é suave, pese embora alguma confusão inicial com a marcha­-atrás posicionada na frente da caixa e a função drive na reta­guarda da mesma. A tendência inicial é, precisamente, empur­rar a alavanca para a frente para avançar. Mas este foi um peque­no incómodo que passou com o hábito e com a activação do ecrã e sensores de apoio às manobras de estacionamento traseiro.

Com um consumo combinado de 4,7l/100km, é suficientemen­te económico para o pára-ar­ranca citadino ou viagens mais longas, tendo ainda a vantagem de dispor de cruise control activo até 140km/h, assistente de trân­sito congestionado que assume posicionamento e velocidade até 60km/h e alerta de saída de faixa.

A postura desportiva do 218d não se cinge apenas ao desem­penho do motor. No exterior, a dianteira, com uma ampla gre­lha dupla em forma de rim e entradas de ar contínuas, a par das amplas portas e da ilumi­nação LED, são um garante do que vai encontrar sentado ao vo­lante: segurança e versatilidade para toda a família.

 

Da edição n.8 do DIA15

Mais Notícias
Comentários
Loading...

Multipublicações

Marketeer
DriveNow chegará ao Meco durante o Super Bock Super Rock
Automonitor
Ao volante da nova geração do Renault Clio