UE quer reforçar segurança nas estradas

Parlamento Europeu aprova novas tecnologias nos veículos, para contrariar tendência de estagnação na redução da sinistralidade rodoviária.

O Parlamento Europeu pretende adoptar medidas de segurança rodoviária para reduzir os acidentes de viação nas estradas da UE, sobretudo tecnologias obrigatórias que permitem avisar o condutor em situações de sonolência ou mecanismos inteligentes que alertam para o excesso de velocidade e facilitam manobras difíceis. Estão previstos sistemas que detectam anomalias de pneus, desvios de rumo, distracções do motorista ou a proximidade de pessoas e objectos. Estas regras não entram imediatamente em vigor, pois têm de ser negociadas com o Conselho Europeu.

As estradas europeias são as mais seguras do mundo, com uma média de 49 mortes em acidentes rodoviários por milhão de habitantes e por ano, contra um valor mundial de 149. Os eurodeputados querem contrariar a tendência de estagnação na redução da sinistralidade e reduzir o erro humano (responsável por 19 em cada 20 acidentes). As medidas, que se aplicam a todos os novos carros vendidos, também visam preparar os condutores para um futuro de veículos autónomos e tornam mais seguro o ambiente das estradas para peões e bicicletas.

Entre 2001 e 2017, a mortalidade nas estradas europeias diminuiu 57,5%. Os acidentes mortais estão geralmente ligados a comportamentos de risco, pelo que há uma desproporção de vítimas na faixa etária entre 18 e 24 anos. O envelhecimento da população está, entretanto, a fazer aumentar a sinistralidade envolvendo idosos. Três quartos das vítimas são homens, apenas um quarto do total são mulheres.

 

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