Venezuela pede protecção das contas no Novo Banco

Novas autoridades tentam impedir que dirigentes do regime de Nicolás Maduro se apropriem de dinheiro público.

A comissão de finanças da Assembleia Nacional da Venezuela pediu às autoridades portuguesas que protejam os activos do estado venezuelano depositados no Novo Banco. Os montantes das contas não foram revelados, mas os representantes do poder legítimo do país temem que elementos do regime bolivariano consigam movimentar essas verbas.

Na terça-feira, o presidente Juan Guaidó acusou o governo de Nicolás Maduro de ter tentado transferir para o Uruguai uma verba entre mil e 1,2 mil milhões de dólares, transacção que envolvia um banco uruguaio. A informação sobre estas movimentações era proveniente de «altíssimos funcionários que neste momento estão a passar para o lado certo, o da Constituição», explicou o presidente interino. Guiadó é considerado o presidente legítimo pela maioria dos países europeus e pelos vizinhos da América Latina, Estados Unidos e Canadá.

O braço de ferro entre o regime bolivariano e a Assembleia Nacional dominada pela oposição continua a agravar-se, com repressão a intensificar-se e o colapso económico a gerar escassez de produtos de consumo. Abandonado pela comunidade internacional, Maduro acusa os seus adversários de estarem a organizar um golpe e tenta mobilizar os seus apoiantes. Guaidó, respaldado pelo apoio internacional, tenta atrair para o seu lado dirigentes do regime, ao mesmo tempo que procura impedir a saída das reservas de ouro.

As sanções americanas secaram, entretanto, as fontes de dinheiro do regime de Maduro, sobretudo a decisão de Washington de congelar as contas da petrolífera nacional venezuelana. Uma frota de petroleiros carregados de petróleo acumulou-se nos últimos dias no Golfo do México, enquanto os seus proprietários tentam esclarecer a questão dos pagamentos ou aguardam pelo desenrolar da crise. Os EUA compram diariamente à Venezuela meio milhão de barris de petróleo.

Em outro desenvolvimento dacrise, os membros de uma força especial da PSP enviados à Venezuela para proteger a Embaixada portuguesa e o consulado não conseguiram entrar no país com o seu equipamento e regressaram a Portugal.

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